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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Concepção política do professor universitário e a construção de uma identidade política ---- por Lucinéia Scremin Martins


Concepção política do professor universitário e a construção de uma identidade política1

Lucinéia Scremin Martins

Uma classe subalternizada na sociedade não pode lutar contra a supremacia da classe dominante se ela não conquistar o desenvolvimento independente de classe.
Florestan Fernandes

Mudanças no mundo trabalho e o sindicalismo docente

Têm sido comum análises que apontam que a organização política da classe trabalhadora, em especial o sindicalismo, nas últimas décadas vem atravessando uma profunda crise organizativa e programática. Essa crise, no nosso entendimento, não pode ser dissociada da crise estrutural do sistema do capital que em busca de uma alternativa a sua própria crise impôs nas últimas décadas uma reorganização do capital e do seu sistema ideológico e político de dominação (ANTUNES, 2000).
Diante da histórica queda tendencial da taxa de lucro e das condições desfavoráveis a uma maior intensificação da exploração da força de trabalho, decorrentes do arranjo sócio-político possível no âmbito da ordem do capital, objetivado no “Estado de bem-estar-social”, e da intensificação da resistência e organização da classe trabalhadora tornou-se necessário uma reorganização do capital, com o objetivo de retomar o seu patamar de acumulação e o seu projeto global de dominação. Para isso foram sendo reorganizadas de um lado, mudanças na esfera produtiva do capital que configuraram um novo padrão de acumulação, denominado por muitos como “toyotismo” ou “lean production” (produção enxuta), cujas conseqüências foram inúmeras transformações no mundo do trabalho. A consolidação desse novo padrão de acumulação capitalista resultou para o mundo do trabalho num “processo de maior heterogeneização, fragmentação e complexificação da classe trabalhadora” (ANTUNES, 1995, p.42) manifesto, por exemplo, na terceirização da força de trabalho,

sábado, 1 de setembro de 2012

Greve nas federais: Intransigência governamental

Por Heitor Scalambrini Costa

A greve nas instituições públicas de ensino superior (Ifes) completou 100 dias. A duração desta greve é comparada à outra realizada em 2001, em plena era FHC. Mas porque greves na educação, reconhecida como prioridade nacional chegam a estes patamares de longevidade?


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Educação de qualidade nas Universidades Federais: um direito negado -- por Norivan Dutra e Laudelia Braga

"A greve nas universidades representa um "grito de socorro", uma forma de dizer à sociedade que a universidade não está bem. Situação que se agravou após a aprovação do Decreto presidencial de 2007, número 6096 que instituiu o Reuni".

Mestrandas em Educação da UFG publicaram artigo no Jornal Diário da Manhã de 28 de agosto, terça-feira.

Veja em: http://www.dmdigital.com.br/novo/i.php?p=http://www.dmdigital.com.br/novo/edicoes/20120828/174056.jpg

domingo, 26 de agosto de 2012

UNIVERSIDADES FEDERAIS: PORQUE A GREVE CONTINUA?, por Adão José Peixoto*

Muitas pessoas devem estar perguntando por que a greve nas universidades federais e nos institutos federais continua, apesar de o governo ter oferecido uma proposta de reajuste salarial que foi aceita por um sindicato, o Proifes, que diz representar os docentes. O que estaria acontecendo?
[...]

Para ter acesso ao artigo na íntegra, clique aqui:
http://www.jornalopcao.com.br/posts/reportagens/por-que-a-greve-continua

*Adão José Peixoto é mestre em filosofia (PUCCAMP), doutor em educação (USP), professor da Faculdade de Educação da UFG, autor de Pessoa, existência e educação (Editora Alínea).

Aloizio Mercadante: um caso de “sucesso”, por Professor Arandi Ginane Bezerra Jr., D. Sc. Departamento Acadêmico de Física



                                                   Aloizio Mercadante: um caso de “sucesso”


    Li a interessante tese de doutorado do ministro Aloizio Mercadante Oliva. Este trabalho acadêmico cujo título é “As bases do novo desenvolvimentismo: análise do governo Lula” está disponível na Biblioteca Digital da Unicamp1. Inicialmente, o motivo que me levou à leitura foi uma curiosidade. Explico, sou físico de formação, também escrevi uma tese de doutorado e, assim como o ministro Mercadante, sou professor e funcionário público. As 537 páginas da tese do Dr. Mercadante chamaram minha atenção e fiquei curioso por saber do que se tratava. Ao final da leitura, acadêmico que sou, consultei o currículo Lattes do ministro 2. Queria saber quantos artigos ele havia publicado, porquanto uma tese tão robusta – imaginei – deveria conduzir a artigos interessantes. Confesso que fiquei decepcionado, porque o Dr. Mercadante não publicou nenhum artigo referente à tese. De fato, em seu currículo Lattes não consta a publicação de artigos em periódicos. Desconfiei.


NOTA: Onde se lê: ele defendeu em 17 de dezembro de 2012 (3º parágrafo, página 3), no Lattes é possível confirmar que o ano é 2010

Carta enviada aos professores do IF, por Ana Lúcia da Silva


Para acesso em PDF: https://dl.dropbox.com/u/90135843/Ana%20Lucia%20Fisica.pdf

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A VITÓRIA DE UMA GREVE EXTEMPORÂNEA, por Silvia Rosa Silva Zanolla/Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás/FE/UFG.



A VITÓRIA DE UMA GREVE EXTEMPORÂNEA

Pode-se matar um homem, mas não seus ideais. A menos que seu espírito seja destruído antes” (Chris Carter)

Os professores universitários possuem razões de sobra para se orgulharem do Movimento grevista criado em âmbito local e nacional, tanto no que diz respeito aos princípios adotados, quanto à metodologia de trabalho. O Movimento emergiu das bases, cujos valores privilegiaram a independência político-partidária, acadêmica e de ideias. Em suas atividades visou claramente perspectivas éticas que priorizassem a qualificação do debate político. Entretanto, não foi um percurso tranquilo. Como não poderia deixar de ser, da fertilidade do ambiente acadêmico emergem divergências, metodologias antagônicas e concepções diversas acerca da vida institucional e política, aportadas por áreas diversas do conhecimento.
Embora tardia, foi inevitável que a greve brotasse aos poucos, conforme a conjuntura e suas necessidades exigiam. Alguns, convencidos de que não havia lugar para uma paralisação, defendiam que a greve poderia abortar negociações que, na realidade, se apresentavam abstratas e tendenciosas;

É a educação, ministro! --- Carta Capital ---, por Muniz Sodré


Greve de professor é mesmo greve? A quem se dispuser a refletir sobre a questão, é aconselhável pesquisar o pragmatismo americano, que atribui grande importância à terminologia como vetor de consolidação ou de mudança ideológica na vida social. Veja-se greve: no contexto semântico do neoliberalismo e na mentalidade seduzida pelo “capitalismo cognitivo”, registra-se uma tendência nada sutil para expurgar da História contemporânea essa palavra.

Primeiro, argumenta-se que, para determinadas atividades, como a educação, não “existe” greve porque a interrupção do trabalho não prejudicaria realmente o empregador. Segundo, no caso do operariado, a greve prejudica a produção, sim, mas seria um instrumento típico do regime fordista de trabalho, logo, anacrônico. A falácia desse tipo de argumentação está em supor a universalidade de categorias hipermodernas, como o “capital humano” (a criação de valor não pela força de trabalho externa ao trabalhador, e sim pelo seu saber vivo, dito “imaterial”), fruto do capitalismo cognitivo, supostamente emergente e virtuoso em todos os rincões do planeta.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Nas universidades, os anos 1970 acabaram --- Por Cláudia Tessari

Folha de São Paulo, 22.08/2012
Cláudia Tessari

Nas universidades, os anos 1970 acabaram

Comparar docentes a crianças é desleal, ainda mais vindo de quem começou a carreira em outros tempos. Assino estágios que pagam 30% do meu salário

É inacreditável que a Folha publique um artigo tão desrespeitoso como o do professor Rogério Cerqueira Leite, aqui na seção Tendências/Debates ("A greve universitária e o princípio do prazer"), que saiu no último dia 16.
Ele comparava os docentes das universidades federais em greve com crianças com dificuldades

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Lições da greve dos professores das universidades federais


Relato da Assembleia dos docentes da  Universidade Federal de Goiás (UFG), realizada no dia 14/08/2012, para decidir rumos da greve dos professores da instituição.


por Franck Tavares

Instantes atrás, encerrou-se uma das maiores assembleias docentes do Brasil contemporâneo, prestigiada por quase 700 pessoas. Ali, de um lado estavam o Governo, a Andifes e um sindicato que se comunica com suas bases por intermédio das chefias, descumpre acordos subscritos por sua presidente e se filia a uma federação cartorial, composta por agentes de partidos governistas, cuja principal figura pública recebe recursos do Governo Federal para redigir pretensos estudos e relatórios que desfavorecem a categoria em nome da qual insiste, ilegitimamente, em falar. De outro lado, docentes que esperam por negociar condições dignas e razoáveis de trabalho, como critérios claros de promoção e respeito ao mandamento constitucional da autonomia universitária.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Fatos e mitos sobre a luta dos professores federais

Fatos e mitos sobre a luta dos professores federais06/08/2012 | Publicado por idelberavelar em Sem categoria


A mídia brasileira, supostamente um “PiG” segundo tantos governistas, parece abandonar qualquer veleidade golpista quando se trata de greve de trabalhadores. No caso da atual greve dos professores federais (do Magistério Superior e do Magistério Básico, Técnico e Tecnológico) e dos servidores técnico-administrativos, a imprensa tem funcionado basicamente como uma caixa de ressonância do governo, repetindo de forma descontextualizada números que se desmancham quando colocados em contexto, de forma a criar a impressão de professores marajás que se recusam a aceitar generosas ofertas do Executivo. Vamos ver se essas matérias resistem à análise.

1. A mentira do reajuste de 45% (ou será 47,7%?)

Na rotina de repetir informações oficiais, a imprensa foi preguiçosa, na melhor das hipóteses ou, como o governo, desonesta com os números. Governo concede reajuste de 25% a 45%, afirmou o Estadão. Governo propõe reajuste de até 47,7%, manchetou o Globo. Em primeiro lugar, salta aos olhos a discrepância entre os números dos dois jornais. É 45%, como diz o Estadão, ou é 47,7%, como diz o Globo? Não pode ser as duas coisas.

DIRETORIA DA ADUFMS REGISTRA NA OAB SUA FALÊNCIA, por Igor Catalão


DIRETORIA DA ADUFMS REGISTRA NA OAB SUA FALÊNCIA


Igor Catalão – UFMS/Câmpus do Pantanal

Aos 46 dias do início da greve na UFMS, fui surpreendido por uma notícia que me indignou inicialmente, mas que posteriormente me trouxe certa tranquilidade. Refiro-me à notícia divulgada no jornal eletrônico Campo Grande News [1] sobre suposta denúncia feita pela diretoria da ADUFMS à OAB/MS. Transcrevo parte da notícia:

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Para onde vão as nossas universidades, por Ricardo Antunes


Para onde vão as nossas universidades

O ProUni fortaleceu faculdades de fachada. Já as federais, agora produtivistas, não têm nem prédios. Mas vozes privatistas, "de mercado", criticam a greve

A expansão do ensino superior durante os governos Lula e Dilma foi quantitativamente ampla, tanto para as universidades públicas quanto para as privadas.
O primeiro grupo vivenciou uma expansão dos campi muito significativa, através da profusão de cursos -muitos dos quais, entretanto, pautados pela razão instrumental, de qualidade duvidosa e em sintonia com a era da flexibilidade.
O segundo grupo viu o governo do PT mostrar também um lado generoso em relação aos mercados.
Faculdades em sua grande maioria de fachada, autodefinidas como "instituições do ensino superior",

domingo, 5 de agosto de 2012

O PROIFES e a greve nas Universidades Federais, por João Alberto da Costa Pinto


A greve vem colocando em cena o choque frontal de dois modelos sindicais. Por João Alberto da Costa Pinto [*]

Com o processo de contratações dos últimos anos, milhares de novos professores ingressaram por concursos públicos de provas e títulos nas Universidades Federais. A exigência do título de doutor tem sido majoritária nesses concursos e hoje aproximadamente 70% do corpo docente das Universidades Federais é composto por professores doutores. Com o processo de expansão promovido pelo programa REUNI [1], nos últimos cinco anos mais de vinte mil professores ingressaram nas Universidades Federais, sendo a grande maioria portadora do título de doutor. Com o REUNI e com esse processo vertiginoso de contratações, os governos Lula e Dilma mostraram ao país a necessidade de se definirem os novos fundamentos estruturais das condições gerais de produção capitalista no Brasil. As Universidades Federais nesse processo definem-se como elemento-chave. Investir nessa instituição capitalista fundamental é garantir os alicerces da reprodução ampliada do capital, tanto na formação e qualificação da força de trabalho do país, como na garantia do processo de reprodução científico-tecnológica do capital [2].


Para continuar lendo, acesse aqui: http://passapalavra.info/?p=62671

sábado, 4 de agosto de 2012

O trabalho docente, por NILO SÉRGIO TRONCOSO CHAVES


O trabalho docente
Um dos artigos mais equivocados que já li foi o de Alberto Costa de Almeida, publicado em 17 de julho, na Folha de S. Paulo. A base é uma tentativa de desmoralização, uma tremenda falta de respeito e uma equivocada interpretação da importância do trabalho docente e dos valores percebidos por tal atividade.
Fui professor durante 42 anos, sendo 38 anos na universidade pública. Depois do meu ingresso na universidade fiz mestrado, doutorado, pós-doutorado e me tornei titular por concurso público, para o qual fui demitido e contratado novamente. Tive de cumprir estágio probatório e fui prejudicado em algumas questões trabalhistas.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Para Liz Reisberg, do Boston College, o principal desafio para o ensino superior no Brasil é formar professores qualificados para reverter queda de qualidade provocada pela expansão

Entrevistas

Com expansão, formação de Professores é prioridade para universidades

30/07/2012



Para Liz Reisberg, do Boston College, o principal desafio para o ensino superior no Brasil é formar professores qualificados para reverter queda de qualidade provocada pela expansão (foto:Antoninho Perri/Unicamp)

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Seguindo a tendência mundial, o Brasil tem passado por um processo meteórico de expansão do ensino superior. Mas a crescente universalização tem um efeito colateral grave: a queda da qualidade, de acordo com Liz Reisberg, do Boston College (Estados Unidos). Segundo Reisberg, nesse contexto, a formação de professores qualificados passa a ser a prioridade número um para países como o Brasil.

Greve nas universidades, por Adão José Peixoto



A greve nas universidades federais e em outros serviços públicos federais é uma consequência das políticas neoliberais adotadas pelo governo federal. Para a teoria neoliberal, não é o capitalismo que está em crise, mas o Estado.

A estratégia, portanto, é reformar o Estado e diminuir sua atuação para superar a crise. Para essa perspectiva, caberá ao mercado superar as deficiências do Estado, que entrou em crise porque gerou déficit fiscal, gastou mais do que podia para atender às demandas das políticas sociais. Esta crise não ficou restrita ao próprio Estado, mas atingiu também o mercado, pois teve de assumir os custos das políticas sociais através do aumento da carga tributária, além de ter suas atividades reguladas pelo Estado, limitando a livre-iniciativa.

sábado, 28 de julho de 2012

Greve nacional, por Alcino Ferreira Camara Neto da Universidade Federal do Rio de Janeiro


Caros colegas

Hoje não vou me dirigir apenas aos colegas em greve mas também a estrutura hierárquica de nossas universidades e a alguns entre nós que se tornaram mais realistas que o rei.
Em primeiro lugar, há que se observar que o rei está nu. A estrategia governamental de promover arrocho salarial como parte dos instrumentos de combate a crise está levando a deterioração dos indicadores de crescimento e a uma inédita mobilização no interior do serviço público federal que forçará, como veremos, a concessão de algum tipo de aumento e/ou abono quase que imediato.
Neste cenário surge nossa greve, tão obvia pelo descuido com que a panela de pressão das universidades foi sendo aquecida. Ela nos encontrou surpreendentemente unidos e falando uma mesma linguagem em toda a extensão hierárquica de nossas instituições. Conselhos universitários, reitores e conselhos acadêmicos se juntaram aos grevistas, suspendendo calendários acadêmicos, recusando-se a cortar ponto e emitindo notas de apoio.
O governo se fez de morto até que finalmente apareceu com uma proposta, recusada pela maioria por ser apenas salarial, basear-se em princípios que não ficaram claros no cotejamento das justificativas e dos números apresentados e não tocar na questão da infraestrutura e ser incapaz de perceber que o movimento docente poderia ser um aliado e não um obstaculo ao tão justo e desejado processo de expansão do sistema universitário público e gratuito. A proposta foi corrigida em alguns pontos e reapresentada e mais uma vez recusada por vasta maioria.
Todos sabemos que esta greve tem hora para acabar. Ela não poderá se estender além de 31 de agosto quando termina o período de envio da lei orçamentária ao Congresso Nacional e começa a ficar perigosamente provável a perda do período letivo. Somos docentes responsáveis, estamos na carreira por vocação e jamais permitiremos isto mas somos corajosos e não temos medo de esticar a corda ate o limite. Porque então neste momento, quando devemos seguir juntos, aparecem as vozes do medo travestidas de prudencia? Será ignorância ou covardia?
A nossa proposta de carreira é ousada, significa reverter a logica hierárquica do Estado Brasileira. Ela pressupõe que o trabalho é sempre coletivo e estruturado em grupos e o que distingue os indivíduos é seu tempo de experiencia. Isto vai de encontro a tudo que o estado brasileiro tem pensado sobre nós nas ultimas décadas. No entanto, o atual governo não apresentou uma proposta organicamente definida por seus parâmetros hierárquicos e de distinção pessoal mas algo amorfo. Precisamos de nossos dirigentes universitários para que construamos uma ponte entre estas duas concepções. Sabemos que a construção ideal é um processo que deságua na transformação do estado e da sociedade brasileira, mas podemos ter uma carreira que incorpore alguns destes parâmetros já.
A divisão neste momento é catastrófica e não pode ser aceita. Demonstra covardia e falta de visão e maturidade politica. Não é verdade que não há recursos e muito menos que se sai da crise poupando. Como podem ser aceitos argumentos tão toscos?
Peço que os colegas ocupando no momento posições hierárquicas nas estruturas de nossas instituições não sejam o cavalo de Troia desta divisão.
Por outro lado, sugiro ao movimento,que identifique os pontos nevrálgicos para a negociação e se concentrem nele. Acho que, considerando tudo que já conquistamos seriam os seguintes:
1. Linha única no contra-cheque. É nossa garantia maior e de nossos futuros aposentados
2. Reformatação da tabela apresentada dotando-a de uma logica de steps, mantendo teto aumentando o piso para o vencimento da categoria imediatamente superior.Isto não custará mais que um bilhão de reais
3. Redução para o prazo de vigência dos aumentos. Qualquer ganho é ganho. Se não conseguirmos tudo em 2013 que seja 2014.
4. Cronograma claro de resolução da injustiça com os aposentados
5. Apresentação de proposta, preferencialmente detalhada de recuperação e construção de infraestrutura adequada para o projeto de expansão do sistema universitário federal que todos desejamos.

Alcino Ferreira Camara Neto

terça-feira, 24 de julho de 2012

A greve dos professores nas Universidades Federais, por João Alberto da Costa Pinto

impasse para a não negociação do governo com os professores deve-se também aos modelos e práticas institucionais das representações sindicais do ANDES-SN e do PROIFES. Por João Alberto da Costa Pinto [*]


FONTE: 
http://passapalavra.info/?p=62267

domingo, 22 de julho de 2012

Frei Betto

20/07/2012
Frei Betto

Eis que esbarro no aeroporto com um amigo, alto funcionário do governo federal. Fomos colegas de Planalto nos idos de 2004. Fui direto ao ponto:

- E quando o governo acabará com a greve dos professores das universidades públicas, que já dura mais de 60 dias? Ela paralisa 57 das 59 universidades federais e 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica. São 143 mil profissionais de ensino de braços cruzados.

- O governo? – reagiu surpreso. - Eles é que decidiram parar de trabalhar. Já é hora de descruzarem os braços e aceitar nossa proposta apresentada na sexta, 13 de julho. A partir do ano que vem um professor titular com dedicação exclusiva poderá ter aumento de 45,1%.

- Sexta-feira 13 não é um bom dia para negociar... Sei que o PT tem tido sorte com o 13. Mas, pelo que me disseram professores, a proposta do governo está aquém do que eles querem. E só favorece os professores que atingiram o topo da carreira, e não os iniciantes. Como é possível um professor adjunto, com doutorado, ganhar R$ 4.300, e um policial rodoviário com nível superior R$ 5.782,11?