quarta-feira, 20 de junho de 2012

Expansão da universidade brasileira

Da esquerda para direita: Hugo Leonardo (FEF), Sílvio Carlos (Fil-Goiás), Fernando Lacerda (FE), Ged Guimarães (FE) e Cássio Tavares (FL)

Expansão da universidade brasileira, condições de trabalho, divisão do movimento sindical e greve foram alguns dos temas discutidos com professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) na quinta-feira, 14, no Jornal Opção. Assuntos que não dizem respeito apenas à comunidade acadêmica, uma vez que o que se produz na universidade retorna à sociedade, seja em forma de profissionais e de conhecimento, seja porque quem sustenta a universidade federal no Brasil são os impostos dos contribuintes. Par­ticiparam do debate representantes do Fórum Permanente de Mobilização dos Professores e do Co­mando de Greve. A As­so­ciação dos Docentes da UFG (Adufg) foi convidada para a mesa-redonda, mas declinou do convite.


Sentaram à mesa do debate os professores Cássio Tavares, da Faculdade de Letras; Sílvio Carlos Marinho Ribeiro, da Faculdade de Filosofia do Câmpus da cidade de Goiás; e Fernando Lacerda, da Fa­culdade de Educação, representando o comando de greve. O Fórum foi representado pelos professores Ged Gui­marães, da Faculdade de E­ducação, e Hugo Leonardo Fonseca da Silva, da Faculdade de Educação Física. Trechos do debate o leitor pode acompanhar abaixo.

CARTA DE PRINCÍPIOS DA COMISSÃO DE ÉTICA DO COMANDO LOCAL DE GREVE DOS DOCENTES DA UFG


Moção de apoio - Grupo de Mobilização de Professores de Goiás


 

O grupo Mobilização dos Professores de Goiás vem, por meio desta, manifestar total apoio à greve dos professores das IFES, especialmente no caso da Universidade Federal de Goiás.
Entendemos que a educação é direito de todos e dever do Estado promovendo políticas públicas que permitam maior acesso dos alunos aos diversos níveis educacionais e promovendo a valorização dos profissionais da educação.
A Constituição Federal de 1988, no capítulo III, seção da educação, tem como princípio "a valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas". Embora esteja garantida na constituição a valorização dos profissionais da educação por meio de planos de carreira, o que está ocorrendo na atualidade é a destruição dos planos de carreira dos profissionais da educação.
Na esfera estadual, nós, professores, sofremos tais mudanças recentemente, com a inviabilização do plano de carreira e a constituição de um pseudoplano atrelado ao desempenho dos alunos. Agora presenciamos a mesma situação em nível superior, em que o governo federal propõe a reestruturação do plano de carreira dos professores, de forma que um docente levaria mais de vinte anos para chegar ao topo de sua carreira.Tal situação é sinônimo de precarização da carreira docente e de desestímulo a formação de novos profissionais. Além disso, as mudanças relacionadas à progressão na carreira estarão condicionadas à avaliação de desempenho realizada não mais pela instituição. Assim, mais uma vez, percebe-se a tentativa de se retirar a autonomia das instituições educacionais com a finalidade de precarizar a carreira dos docentes.
Muitos de nós nos formamos por estas Instituições de Ensino Superior, conhecemos a dedicação dos professores, o alto nível de um trabalho que não se limita a preparar e ministrar aulas, mas também a orientar, a coordenar e desenvolver projetos de pesquisa e extensão, a publicar, dentre outras funções. Não podemos permitir que, diante dessa alta carga de trabalho, os professores não tenham acesso a um plano de carreira condizente.
É importante ressaltar que os problemas relacionados às Instituições de Ensino Superior públicas também se relacionam a falta de infraestrutura nos prédios das universidades e à falta de contratação de funcionários, desde técnicos administrativos a professores. E não podemos esquecer da precarização do trabalho de outros servidores que atuam na área da educação e que são quase invisíveis no que tange às demandas das universidades, qual seja, os serventes de limpeza e os trabalhadores dos restaurantes universitários, que já há muito tempo sentiram o peso dos projetos neoliberais, e por esse motivo, tais esferas são agora terceirizadas, pelo menos na Universidade Federal de Goiás.
Sabemos que o ensino de qualidade passa por melhores condições de trabalho dos profissionais que se dedicam à educação. Por esse motivo, manifestamos nosso apoio aos profissionais das IFES e nosso repúdio ao projeto do Governo.
Repudiamos também a posição do sindicato ADUFG, que no dia 11/06/2012 se mostrou contrário aos interesses dos professores, quando encerrou a assembleia convocada pelo próprio sindicato e diferenciou professores sindicalizados e não sindicalizados, não promovendo, portanto, a função do sindicato, qual seja, a representação de uma categoria, independente da filiação ou não ao mesmo.

Mobilização dos Professores de Goiás
Goiânia, 14 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

Termos do diálogo entre Comando de Greve e Adufg


Termos do diálogo entre Comando de Greve e Adufg:
os passos para a constituição de uma assembleia unitária.

C O M U N I C A D O N º 0 0 7
GREVE DOCENTE NA UFG
COMANDO LOCAL DE GREVE DE GOIÂNIA
19/06/2012

Na manhã de ontem, dia 18 de junho, um grupo formado por 6 professores membros do Comando Local de Greve (CLG) se reuniu com a diretoria da ADUFG na sede do sindicato tendo em vista dialogar sobre os termos da realização de uma assembleia conjunta. A tarefa do grupo de professores do CLG
Caros colegas professores,




No dia 6 de junho, foi realizada a maior assembleia de deflagração de greve da história da UFG. Nela, foi aprovada a greve a partir do dia 11. Esta assembleia definiu pela formação de um Comando de Greve formado por 7 representantes eleitos na assembleia e 2 por unidade paralisada. A UFG que já estava em greve nos campi do interior iniciou a paralisação dos campi da capital. Na assembleia do dia 13, com mais de 350 professores confirmaram a ampla

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Agenda do CLG - 19/06/2012


20h - Centro de Cultura e Eventos da UFG (Campus Samambaia) -  Chico César 

As comissões e os GTs são abertos para participação de todos os professores da UFG, assim como as demais atividades de Greve.

Assembleia Geral Conjunta 21/06/2012


Aos professores da UFG,

A ADUFG-Sindicato e o Comando Local de Greve, após entendimento, convocam uma Assembleia Geral Conjunta com a seguinte pauta:
  1. Informes
  2. Avaliação do andamento das negociações com o governo
  3. Avaliação da Greve da UFG
  4. Encaminhamentos

Dia: 21 de Junho de 2012
Hora: 14h
Local: Faculdade de Educação


ADUFG-Sindicato e Comando Local de Greve