sexta-feira, 24 de agosto de 2012

54 universidades mantém a greve!


Veja o quadro de IFEs em greve - atualizado em 20 de agosto de 2012.


Fatos e mitos sobre a greve



a.    Que os docentes se retiraram da mesa de negociação. Mentira. O governo não negociou, simplesmente impôs um contrato;
b.    Que o governo federal está negociando. Mentira. De acordo com os próprios agentes governamentais, nunca houve a negociação que os professores tanto reivindicam;
c.    Que o movimento docente misturou reforma da carreira com reajuste salarial. Mentira. Inversamente, quem fez esta mistura foi o governo. Este é o motivo pelo qual a greve continua;
d.    Que as discussões dos GTs são respeitadas pelo governo. Mentira. Desde 2010 havia um Grupo de Trabalho (GT) permanente, que foi suspenso pelo governo e as discussões destes dois anos foram ignoradas pelo governo;
e.    Que os docentes em greve não possuem férias. Mentira. Não há nenhum pronunciamento oficial do MEC sobre esta questão;
f.     Que a data limite de aprovação do reajuste no orçamento da União é 31 de agosto. Mentira. Esta data é limite para o governo enviar para o Congresso, mas a data limite é 31 de dezembro. Ou seja, até lá as negociações podem continuar;
g.    A PROIFES representou os interesses docentes junto ao governo. Mentira. A PROIFES concordou com o acordo do governo e somente posteriormente consultou os docentes. Além disso a consulta foi acompanhada de um texto instruindo o voto favorável ao acordo. Isso não é consulta, é indução de voto!

A VITÓRIA DE UMA GREVE EXTEMPORÂNEA, por Silvia Rosa Silva Zanolla/Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás/FE/UFG.



A VITÓRIA DE UMA GREVE EXTEMPORÂNEA

Pode-se matar um homem, mas não seus ideais. A menos que seu espírito seja destruído antes” (Chris Carter)

Os professores universitários possuem razões de sobra para se orgulharem do Movimento grevista criado em âmbito local e nacional, tanto no que diz respeito aos princípios adotados, quanto à metodologia de trabalho. O Movimento emergiu das bases, cujos valores privilegiaram a independência político-partidária, acadêmica e de ideias. Em suas atividades visou claramente perspectivas éticas que priorizassem a qualificação do debate político. Entretanto, não foi um percurso tranquilo. Como não poderia deixar de ser, da fertilidade do ambiente acadêmico emergem divergências, metodologias antagônicas e concepções diversas acerca da vida institucional e política, aportadas por áreas diversas do conhecimento.
Embora tardia, foi inevitável que a greve brotasse aos poucos, conforme a conjuntura e suas necessidades exigiam. Alguns, convencidos de que não havia lugar para uma paralisação, defendiam que a greve poderia abortar negociações que, na realidade, se apresentavam abstratas e tendenciosas;

Técnicos das federais dizem que só encerram greve se demandas de professores forem atendidas


Técnicos das federais dizem que só encerram greve se demandas de professores forem atendidas

Após assembleia, Sinasefe apresentou ao governo as reivindicações dos professores

23 de agosto de 2012 | 20h 20


Ao contrário do que afirmou o Ministério da Educação na tarde desta quinta-feira, 23, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) ainda não aceitou a proposta formulada pelo governo que prevê reajustes salariais de 25% a 40% para professores e de 15,8% para funcionários técnico-administrativos. O Sinasefe representa servidores das duas categorias.

Sociedades afiliadas à SBPC pedem abertura de canal de comunicação para pôr fim à greve

Sociedades afiliadas à SBPC pedem abertura de canal de comunicação para pôr fim à greve
Para garantir a educação e combater o atraso no setor, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e suas 105 sociedades afiliadas encaminharam no último dia 22, uma carta ao ministro Aloizio Mercadante a favor da abertura de um canal de comunicação para pôr fim à greve que afeta centenas de estudantes e professores.

Veja o texto na íntegra:

Senhor Ministro,

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e suas 105 sociedades afiliadas, reconhecem a legitimidade do atual estado de greve nas Universidades Federais Brasileiras e manifestam-se a favor da abertura de um canal de comunicação, em caráter emergencial, para abertura do diálogo permanente entre professores, funcionários, estudantes, entidades representativas, e os Ministérios da Educação, do Planejamento, Orçamento e Gestão, e da Casa Civil. É imperativo buscar uma solução conjunta que leve ao fim da paralisação.

Reconhecemos a necessidade urgente de reestruturação da carreira docente e a adequação de salários compatíveis com a qualificação e o desempenho do profissional docente.

É papel da maior sociedade científica do Brasil e afiliadas, que congregam professores e pesquisadores, manifestarem-se em defesa de uma universidade pública forte e de excelência, que propicia dignidade à carreira do magistério em todos os níveis. Reafirmamos o nosso compromisso com o setor e a necessidade da existência desse canal verdadeiro de diálogo entre as Universidades e o Governo.

Atenciosamente

Helena Bonciani Nader
Presidente
SBPC



Em contraproposta, professores federais abrem mão de aumento e pedem reestruturação da carreira

Mariana Branco
Da Agência Brasil, em Brasília


[...] O documento pede que, a cada degrau de progressão, os professores tenham ajuste de 4% - anteriormente, o percentual desejado era 5%. Segundo a presidenta do Andes-SN, a categoria também decidiu acatar o piso de início de carreira proposto pelo governo, de R$ 2 mil. "Antes, pleiteávamos R$ 2,5 mil, salário inicial considerado ideal pelo Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos]".

Acesse a publicação na fonte clicando aqui: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/08/23/em-contraproposta-professores-federais-abrem-mao-de-aumento-e-pedem-reestruturacao-da-carreira.htm

É a educação, ministro! --- Carta Capital ---, por Muniz Sodré


Greve de professor é mesmo greve? A quem se dispuser a refletir sobre a questão, é aconselhável pesquisar o pragmatismo americano, que atribui grande importância à terminologia como vetor de consolidação ou de mudança ideológica na vida social. Veja-se greve: no contexto semântico do neoliberalismo e na mentalidade seduzida pelo “capitalismo cognitivo”, registra-se uma tendência nada sutil para expurgar da História contemporânea essa palavra.

Primeiro, argumenta-se que, para determinadas atividades, como a educação, não “existe” greve porque a interrupção do trabalho não prejudicaria realmente o empregador. Segundo, no caso do operariado, a greve prejudica a produção, sim, mas seria um instrumento típico do regime fordista de trabalho, logo, anacrônico. A falácia desse tipo de argumentação está em supor a universalidade de categorias hipermodernas, como o “capital humano” (a criação de valor não pela força de trabalho externa ao trabalhador, e sim pelo seu saber vivo, dito “imaterial”), fruto do capitalismo cognitivo, supostamente emergente e virtuoso em todos os rincões do planeta.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Carta à Presidenta Dilma enviada pelo CNG


Brasília, 15 de agosto de 2012.

À
Excelentíssima Sra.
DILMA VANA ROUSSEFF
Digníssima Presidenta da
República Federativa do Brasil
Brasília – DF

Senhora Presidenta,

Como é de amplo conhecimento da sociedade brasileira, os Professores das Instituições Federais de Ensino estão em greve desde 17 de maio de 2012. O movimento foi deflagrado após um amplo esforço de negociações com o Governo Federal, estabelecido desde 2010. Nossas reivindicações são concisas e objetivas, têm como referência a pauta da campanha 2012, aprovada no 31º Congresso do ANDES-SN,

Ações do CNG pela reabertura das negociações!

O Comando Nacional de Greve vem cumprindo uma intensa agenda de ações de pressão sobre o governo federal pela reabertura das negociações. Veja algumas delas:

Moção de apoio do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UNESP

Nós, estudantes do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Presidente Prudente, manifestamos nosso apoio à greve dos professores das Universidades Federais e dos Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia, deflagrada nacionalmente em 17 de maio de 2012. Consideramos justa e legítima a luta dos professores pela reestruturação de sua carreira e pela melhoria da infraestrutura das universidades e dos institutos, luta esta que tem por trás a defesa de um modelo de educação diferente do modelo neoliberalizante e mercadológico que se tenta impor como modelo de Estado há décadas.

Moção de apoio a Greve dos Servidores Públicos Federais

Nós do Fórum Nacional de Educação do Campo reunidos no Seminário Nacional, realizado de 15 a 17 de agosto, vimos por meio desta declarar apoio à greve dos professores e técnicos-administrativos das universidades e institutos federais e estaduais e dos demais servidores públicos federais por entender a importância dos mesmos para as demandas sociais e populares, como a socialização do conhecimento e da cultura, do ensino, da extensão e da pesquisa, dos serviços de saúde, de seguridade social, entre outros.
Somos parceiros e apoiamos todas as lutas dos trabalhadores e defensores dos direitos trabalhistas já conquistados. O momento é de luta e por isso reivindicamos pela abertura de negociação e atendimento das pautas de reivindicações por parte do governo para com os trabalhadores em greve.
Brasília, 17 de agosto de 2012.

ASSINAM ESTA MOÇÃO REPRESENTANTES DAS SEGUINTES INSTITUIÇÕES: