segunda-feira, 18 de junho de 2012

O Movimento Docente em Busca de Unidade


O Movimento Docente em Busca de Unidade
comunicado  nº 006
Greve Docente na UFG

Comando Local de Greve de Goiânia
17/06/2012
Estamos em greve, é fato.  O caminho da construção dessa greve, entretanto, não tem sido suave — o que garantiu o seu sucesso foi a firme vontade da ampla maioria dos professores da UFG e o empenho incansável de inúmeros.  Enquanto isso, a diretoria da ADUFG optava por outros encaminhamentos, de modo que a construção da greve configurava aos poucos um poderoso movimento independente, como há muito tempo não se via.  Foi, em todo caso, essa divergência entre a direção sindical e o movimento da base o fator responsável pelo clima tenso e às vezes até hostil que se estabeleceu em alguns momentos e alguns espaços da Universidade.  Mas, em que pese a diferença de vontades que abalou a relação entre a base e a diretoria sindical, o Movimento Grevista jamais desejou a cisão da categoria, e por isso incumbiu o Comando Local de Greve (CLG) de buscar a unidade.  Pois bem, a oportunidade surgiu agora, quando a força do movimento e a massiva expressão de vontade da cate­goria se impuseram como sinal autoevidente de sua legitimidade.
Assim, o CLG designou uma “comissão diplomática” para reunir-se com a

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Fotos da Assembleia de 13/06




Manifesto de Solidariedade do MST à Greve


Vídeos da Assembleia de 13/06

Vídeos da Assembleia realizada 13/06.



Carta ao Reitor


carta  ao  reitor
Greve Docente na UFG
Comando Local de Greve de Goiânia
15/06/2012

Magnífico Reitor.
O professor João de Deus, professor do IESA e atualmente diretor daquela unidade, redigiu uma carta aberta, de caráter pessoal, fazendo-a circular por meios de comunicação institucionais da UFG.  Nesse passo, transpondo os limites em que no serviço público todos devemos decorosamente nos manter, macula a esfera institucional com demandas de caráter privado, como mostraremos.
Primeiramente, apresenta queixas contra o comportamento de terceiros que, segundo ele, no interior do movimento docente, o agrediram e fizeram comentários caluniosos e difamadores a seu respeito.  Ora, tais reclamações têm enquadramento jurídico, e existem instâncias adequadas para tratar delas — mas um fórum de diretores de unidades acadêmicas de uma Instituição Federal de Ensino certamente não é uma delas.
Em seguida, baseando-se nessas queixas, o professor João de Deus desqualifica a Assembleia do dia 06 de junho e, ao mesmo tempo, apresenta suas posições e opiniões sobre a luta sindical e o movi­mento dos professores, inclusive em nível nacional.  Ora, tais questões estão no campo da organização de classe, e podem ser levadas às instâncias do movimento ou até, dependendo do caso, à justiça comum — mas não à esfera administrativa desta Universidade, cuja natureza é alheia à substância da demanda.
Claramente, o professor João de Deus tinha insatisfações pessoais e sobretudo interesses políticos em mente ao redigir a referida carta.  Aliás, vê-se, ele usa as primeiras para avançar o argumento em favor dos últimos, o que configura uma politização do desafeto, que já é em si um rebaixamento do debate sindical — mas nem é este o problema que trazemos a V. Magnificência.  O problema mais grave é que, para fazer circular esse libelo, o professor João de Deus vale-se de um expediente moralmente no mínimo questionável: sua carta se destina “aos diretores e demais colegas”, mas ele a distribui usando um canal convencional de comunicação recíproca entre diretores de unidades acadêmicas — ora, como, afinal, a carta chegaria aos “demais colegas”, a quem ela também se destinava?  O caminho estava implícito na retórica da carta: não por acaso, antes de passar à argumentação propriamente sindical, o professor João de Deus não se esquece de pedir “a ajuda de todos”.  E de fato, foi pela via institucional, com a intermediação de alguns diretores, que essa carta de teor privado se difundiu no corpo docente (fato claramente demonstrado no e-mail anexo, em que se vê o percurso de encaminha­mento de Diretor a Coordenador Administrativo e deste aos professores).
Nem é preciso enfatizar, não cabe às instâncias administrativas desta Universidade, no estrito cumpri­mento de suas funções institucionais, publicizar material deste teor, devendo os dirigentes, em nome do decoro, se manter nos limites da função.  Até porque, convém não esquecer, há o risco de, por sua assimilação às instâncias administrativas da Universidade, a carta, por seu conteúdo, comprometer a própria imagem institucional UFG — afinal, o que o professor João de Deus apresenta é apenas a sua versão dos acontecimentos.
Em face do exposto, o Comando  Local de Greve vem, respeitosamente, manifestar a V. Magnificên­cia a sua discordância em relação a esse procedimento, e solicitar providências.
Atenciosamente,
Comando de Greve

Ofício à diretoria da ADUFG - 15/06

OFÍCIO  nº 01
Greve Docente na UFG
Comando Local de Greve de Goiânia
15/06/2012

À Diretoria da ADUFG – Sindicato.
A opinião pública nacional já entendeu claramente, e até o governo já captou o recado: os professores das Instituições Federais de Ensino estão insatisfeitos — muito insatisfeitos.  A comunidade universitária da UFG não pode negar que entre nós a situação não é diferente: no mesmo dia 13 de junho, dois eventos rivais — uma assembleia reunindo mais de 300 profes­sores e um plebiscito com mais de 800 participantes — confirmaram a vontade geral de fazer greve.  Uma vontade poderosa que, pelo que se pode inferir da expressividade destes resulta­dos, não cederá graciosamente ao primeiro obstáculo.
Estamos diante da oportunidade histórica de uma grande efetividade do movimento na luta por melhores condições de trabalho, entre outras demandas, não só no plano nacional, mas também localmente.  Mas estamos também diante de um grande risco: cindir irremediavel­mente e de modo duradouro a nossa base sindical na UFG, num momento em que os problemas que nos afligem em relação ao nosso futuro não advêm das desavenças entre nós, mas das condições tanto postas quanto propostas para o nosso trabalho e para a vida acadê­mica em geral.
Em vista disso, e em benefício da unidade do movimento grevista (no curto prazo) e do movi­mento sindical (no médio prazo) da UFG, o Comando Local de Greve, ratificado na assem­bleia do dia 13 de junho, decidiu nomear uma Comissão de Negociação com poderes para propor à Diretoria da ADUFG–Sindicato e com ela negociar os termos de uma convocação conjunta de assembleia a se realizar na próxima quinta-feira, dia 21 de junho.  Se tivermos a grandeza de superar os atritos havidos para unir forças com as centenas de colegas que já estão mobilizados nesta Universidade, e que não esperam e nem merecem ser divididos em plena luta, teremos todos a possibilidade de colher os frutos; caso contrário, corremos o risco de nos desgastarmos reciprocamente e perder o bonde, sendo deixados para trás por essa força nova que emerge da base, que avança e que não quer se deixar deter por nada.
Atenciosamente,
Comando de Greve

Informes sobre a Assembleia realizada em 13/06

O Comando Local de Greve informa que no dia 13/06 foi realizada Assembleia Geral da UFG com 321 professores assinando a lista de presença. Destes, 222 são filiados à ADUFG, 75 não filiados e 24 não informaram sua situação. Na assembleia foram tomadas as seguintes decisões:

  • Manutenção da greve até a próxima rodada de negociações do Comando Nacional de Greve com o governo (especialmente o Ministério do Planejamento) no dia 19/06;
  • O não reconhecimento do plebiscito organizado pela diretoria da ADUFG tendo em vista as razões expressas no Comunicado n. 004;
  • Uma moção de apoio à participação dos docentes do campus Cidade de Goiás que são filiados à ADUFG e que vêm sendo retratados pela diretoria desta entidade como professores que não tinham direito de participar da Assembleia do dia 06/06
  • Uma moção dirigida ao PROIFES-Federação exigindo o reconhecimento da Assembleia realizada no dia 06/06.
  • A construção de grupos de trabalho que elaborarão documentos que serão apresentados e discutidos na próxima assembleia sobre: REUNI, Carreira, Condições de Trabalho, Avaliação, Educação à Distância
  • Realização da próxima assembleia geral no dia 21/06


Informes mais detalhados e todos os documentos aprovados na assembleia serão gradualmente postados neste blog. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Moção – Apoio à participação dos professores da Cidade de Goiás

Moção – Apoio à participação dos professores da Cidade de Goiás

            A assembleia dos professores da UFG, realizada no dia 13 de junho, expressa repúdio à discriminação praticada pela diretoria da ADUFG em carta aberta contra os professores do Campus de Goiás. É ressaltado que a maioria dos professores que participaram e se manifestaram na assembleia do dia 6 de junho são sindicalizados. Ao se dirigirem para a frente do palco e cederem lugares para quaisquer dos presentes, por considerarem legítima a participação de todos os professores, ergueram seus cartões de sindicalizados e solicitavam que a assembleia começasse. É sabido que o Campus Goiás apresenta realidade precária: sem auditório, sem sala de professores, sem laboratórios de informática, sem biblioteca decente e com salas com espaços insuficientes para o número de alunos das turmas. A não aceitação dos professores do interior em uma assembleia, simplesmente pelo fato de ser do interior, agrava a discrepância e incita ainda mais a desigualdade.

Moção ao PROIFES - Aprovada na Assembleia de 13/06

Moção – Ao PROIFES-Federação
A assembleia geral dos professores da UFG, reunida com 321 professores, no dia 13 de junho de 2012, às 14h, se dirige ao PROIFES-Federação – entidade com a qual a ADUFG-Sindicato contribui regularmente e na qual participa, como todas suas outras entidades federadas – solicitando que:
1.      Retire do seu site qualquer acusação contra os mais de 400 professores da UFG que formaram a maior assembleia de deflagração de greve da história da UFG no dia 06 de junho;
2.      Reconheça imediatamente a legitimidade da greve assim declarada no dia 11/06;
3.      Declare apoio explícito à grande greve nacional dos professores das universidades públicas brasileiras e oriente seus sindicatos federados a aderir imediatamente à mesma, bem como a formar – junto com as entidades representativas dos professores das universidades já em greve – um Comando Nacional Unificado de Greve, expressão maior da vontade dos professores de que a unidade para o atendimento das reivindicações seja realizada.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Comunicado do Comando Local de Greve - n. 05

convite à diretoria da adufg
comunicado nº 005
Dirigido à diretoria da ADUFG
Greve Docente na UFG
Comando Local de Greve de Goiânia
11/06/2012
O Comando Local de Greve, reunido em 11/06 e em conformidade com as deliberações da Assembleia de 06 de junho, vem manifestar sua defesa da unidade do movimento docente na UFG e, congruente com esta postura, convidar a diretoria da ADUFG-Sindicato para participar da Assembleia Geral dos Professores, que será realizada no dia 13/06/2012, às 14:00, na Faculdade de Ciências Sociais.
Queremos destacar que a principal necessidade nesse momento é construir e fortalecer o movimento docente e que qualquer divisão somente fragiliza a luta dos docentes por uma carreira digna e por melhores condições de trabalho. Desta forma, também convidamos a ADUFG-Sindicato a debater e decidir em conjunto com o Comando Local de Greve os rumos da greve de docentes da UFG.

COMANDO LOCAL DE GREVE
11/06